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CNN: da TV à internet, as estratégias para se consolidar entre as maiores mídias do mundo

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CNN: da TV à internet, as estratégias para se consolidar entre as maiores mídias do mundo

A palestra “Concentrado na história e garantir que ela chegue aos leitores” foi um dos pontos mais altos do segundo dia da Digital Midia Latam 2019. Vice-presidente sênior da CNN Digital Programming, Mitra Kalita, explicou como uma das maiores empresas de comunicação dos Estados Unidos, lançada na TV, conseguiu consolidar a marca também na internet, explorando as últimas notícias e engajando o público.

“Uma das maiores páginas iniciais de notícias do mundo é da CNN. Porque? Quando acontece qualquer coisa importante, o público vai direto para alguma plataforma, nossa informação sobre o assunto ”, declarou um Mitra. Entretanto, para criar uma herança de picos de audiência e garantir uma fidelização do público mesmo após a cobertura de grandes acontecimentos, uma empresa utiliza estratégias inovadoras.

Mitra explicou que a audiência da empresa tinha uma curva crescente e acentuada quando noticiavam uma notícia de última hora. No entanto, após a cobertura final, a audiência pode variar. Para continuar com a audiência desse público de maneira efetiva, uma empresa começou a exibir fatos e dados que não são divulgados, como uma análise de fatos reais, como a mudança na comunidade local e como transformar a vida do leitor ou leitor.   

Segmentação de conteúdo e interação com o público

Na entrevista com a mediadora Vivian Schiller, Mitra citou um dos casos em que a CNN viralizou um conteúdo que veio diretamente das redes sociais. A notícia foi sobre uma pessoa em situação de rua que estudou em uma universidade conceituada: “Um jornalista pediu informações sobre fatos que estavam apenas nas redes, os leitores acompanharam a apuração e a matéria viralizada”.

Para testar uma alternativa que conseguiu manter a audiência alta, a CNN notificou a morte do ator Luke Perry e, como desdobramento, exibiu informações sobre a série “Riverdale” para exibir o público jovem. Em contrapartida, para concentrar a audiência mais antiga, uma empresa também notada, em grande escala, os outros trabalhos feitos pelo ator, como o "Barrados no Baile", da década de 90.

O conteúdo segmentado conseguiu abranger diferentes faixas etárias e mantê-las totalmente conectadas com as plataformas da instituição ao mesmo tempo. O pico de audiência se manteve elevado durante toda a transmissão, o que possibilitou que a CNN continuasse adotando essa estratégia em outras reportagens e também em notícias quentes.  

Outra estratégia, que também foi replicada por outros veículos, é o envio de newsletters diariamente com as informações dos acontecimentos mais relevantes do dia. Assim, convocam o público - que não tem tempo para assistir ao jornal televisivo ou ler matérias inteiras - para se inteirar dos assuntos mais importantes e de maior repercussão do dia.

Com esse mesmo foco de dar informações em alta qualidade e direcionando o público para determinado assunto, a CNN está produzindo a campanha “The Daily DC Impeachment”, que abrange todas as atualizações e desdobramentos do processo de impeachment, do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Diversificação: 45% de não-brancos entres os millenials

A ação mobiliza uma equipe de jornalistas que atendem as demandas digitais de podcasts, newsletters e alertas de breaking news. “Usamos produtos que já temos para conseguir mais assinaturas com eventos importantes”, afirma Mitra. 

Segundo análise da empresa, o perfil de público-alvo mudou durante os anos, tornando-se mais diversificado. Em 2015, 75% do público sênior, ou seja, maiores de 55 anos, eram brancos. Já entre os consumidores mais jovens da CNN, os millennials, 55% eram brancos. Os outros 45% eram negros, indianos, asiáticos ou hispânicos.

Esses dados levaram a empresa a repensar a estratégia de produção de conteúdo jornalístico, com o objetivo de exibir-o mais inclusivo para outras etnias. Mitra Kalita ressalta que a empresa busca táticas para alcançar essas novas audiências. Para isso, será necessário “ir em busca de conteúdos que ainda não foram abordados em comunidades onde não há cobertura jornalística da grande imprensa”, diz Mitra.

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Florencia González Guerra García's picture

Florencia González Guerra García

Date

2019-11-13 04:44

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